Quanto custa um construtor de app com IA
O número na página de preços não diz quanto você vai pagar. Não porque alguém esteja escondendo algo, mas porque as plataformas desta categoria cobram em unidades diferentes, e unidades diferentes não se comparam por divisão.
Este guia explica as quatro unidades, mostra o custo que nenhuma página imprime, e dá um método de comparação que leva uma tarde e vale mais que qualquer tabela.
As quatro unidades, e o que cada uma mede
Crédito. A mais comum e a mais escorregadia, porque significa coisas diferentes em cada plataforma. Em algumas mede o custo do trabalho da IA e varia com o tamanho da tarefa: gerar um app inteiro consome muito mais que mudar uma cor. Em outras é praticamente uma mensagem com outro nome. Duas ferramentas anunciando "500 créditos" podem render coisas muito diferentes.
Mensagem. Conta quantas vezes você pediu algo, não quanto trabalho deu. É previsível e é generosa com quem pede coisas grandes, porque um pedido enorme custa o mesmo que "deixe o título maior".
Assento. Cobra por pessoa com acesso. Faz sentido para time e é o pior modelo para quem trabalha sozinho e só quer um app de pé.
Token consumido. O mais próximo do custo real e o mais difícil de prever, porque uma tarefa grande pode custar várias vezes uma pequena sem que isso fique claro antes de você pedir.
Por que a divisão não funciona
Duas plataformas com a mesma mensalidade podem render dez vezes mais uma que a outra, e nenhuma delas está mentindo. Três razões:
O que conta como uma unidade muda. Numa plataforma, uma correção pequena custa quase nada porque a unidade é o custo; noutra custa exatamente o mesmo que uma funcionalidade inteira porque a unidade é a mensagem.
A segunda unidade existe e ninguém compara. Várias plataformas contam créditos de IA e créditos de integração separadamente. Em app que conversa com serviço externo, a segunda é que acaba primeiro, e quase toda comparação olha só a primeira.
A qualidade da primeira resposta muda o denominador. Se a ferramenta A acerta na primeira e a ferramenta B acerta na terceira, a ferramenta B custa três vezes mais pelo mesmo resultado, com a mesma tabela de preços.
O custo que nenhuma página imprime
É o terceiro item acima, e ele merece uma seção porque é a maior parte da conta de quem reclama que os créditos acabam.
O laço de tentativa. Você pede, o resultado sai errado, você pede de novo. Essa segunda rodada é trabalho de IA e alguém paga por ela. Na maioria das plataformas, é você.
Some-se a isso o retrabalho invisível: o app que compila e quebra ao abrir, a tela que estourou no celular, o formulário que mostra "salvo com sucesso" sem gravar nada. Cada um desses vira um novo pedido, e cada novo pedido é uma nova cobrança.
Como isso muda a conta. Uma plataforma 30% mais cara na tabela que acerta na primeira sai mais barata que uma plataforma barata que precisa de três rodadas. E a diferença não aparece em lugar nenhum antes de você usar.
Na Fabapp, o build passa por seis camadas de verificação antes de você ver o resultado, e quando alguma reprova e o sistema conserta, essa rodada não é debitada de você. A plataforma corrigindo o próprio erro não é serviço prestado. É a nossa resposta a esse problema, e é verificável no extrato de consumo.
O método que vale mais que a tabela
Uma tarde, e responde de verdade:
1. Escreva um pedido só, do app que você realmente quer. Não o exemplo do tutorial. Diga quem usa cada tela, o que cada pessoa pode ver e o que acontece quando alguém envia o formulário.
2. Rode o mesmo pedido, palavra por palavra, em duas ou três ferramentas. Todas as da categoria têm plano gratuito, várias sem cartão.
3. Anote três números por ferramenta: quantas rodadas até ficar utilizável, quanto de crédito ou mensagem sumiu no processo, e quanto do resultado você teria que refazer à mão.
4. Multiplique pelo seu mês. Se você pretende fazer dez mudanças por mês, o número de rodadas por mudança é o que decide o plano de que você precisa, e não a tabela.
Esse método também resolve a pergunta que ninguém consegue responder olhando página de preços: se a ferramenta mais cara acerta mais, ela é a mais barata.
Os nossos números
São os únicos deste guia porque são os únicos pelos quais respondemos. Os preços dos outros mudam de mês para mês e as páginas oficiais estão nas fontes, no fim.
| Plano | Por mês | No Brasil |
|---|---|---|
| Free | US$ 0 | R$ 0 |
| Starter | US$ 19 | R$ 99 |
| Builder | US$ 49 | R$ 249 |
| Business | US$ 99 | R$ 499 |
| Enterprise | US$ 199 | R$ 1.099 |
Três coisas sobre como isso é contado:
O Free é medido em mensagens por dia, e não em crédito. É a unidade mais fácil de entender para quem está começando, e o plano não pede cartão.
Nos pagos, o crédito é uma unidade de custo. O consumo é normalizado contra um modelo de referência, então um crédito significa aproximadamente o mesmo trabalho independentemente de qual modelo executou. É o que impede que trocar de modelo mude silenciosamente quanto rende o seu plano.
Exportação de código, apps nativos, integrações, CLI e chave própria de modelo começam no Builder. A tabela completa está em planos e preços, e o que a plataforma faz por extenso está em recursos.
O resumo
Compare unidades, não mensalidades. Some o retrabalho, porque ele é a maior parte da conta de quem se surpreende. E prefira medir a estimar: uma tarde rodando o mesmo pedido em duas ferramentas responde melhor que qualquer comparativo, inclusive este.
Na Fabapp, o plano Free não pede cartão, o que torna essa medição barata.
