Quanto custa um aplicativo em 2026
A pergunta não tem uma resposta, tem três, porque existem três formas diferentes de comprar a mesma coisa. E a diferença entre elas não é de dez ou vinte por cento: é de duas ordens de grandeza.
Este guia separa o custo de construir, o de publicar e o de manter, que é a conta que costuma faltar.
Os três caminhos, e o que cada um cobra
Agência. Você compra um projeto: levantamento, design, desenvolvimento, testes e entrega. O preço é hora de equipe multiplicada por escopo, e no Brasil os orçamentos que circulam para um app de negócio vão de dezenas a centenas de milhares de reais. É o caminho mais caro e o único que entrega alguém responsável pelo resultado por contrato.
Freelancer. O mesmo trabalho com uma pessoa só. Sai bem abaixo da agência e carrega um risco diferente: continuidade. O código é seu, mas o contexto de por que cada coisa foi feita daquele jeito vai embora com a pessoa.
Plataforma. Você não compra horas, assina o acesso a uma ferramenta e constrói você mesmo. O preço é fixo e mensal, não cresce com o tamanho do escopo, e é conhecido antes de começar. Na Fabapp: Free para construir e publicar na web, e planos de R$ 99 a R$ 1.099 por mês.
Um número não é comparável ao outro. Agência e freelancer são preço de entrega; plataforma é preço de ferramenta, e o seu tempo entra como custo não faturado.
O que faz o orçamento subir
Nem toda funcionalidade custa igual. Quatro coisas dominam a conta, e três delas não aparecem na tela:
- Login e conta de usuário. O momento em que o app deixa de ser um site e passa a ter gente dentro. Traz recuperação de senha, permissão e a pergunta de quem enxerga o quê.
- Pagamento. Cartão, Pix, assinatura recorrente, reembolso, cobrança que falha. Não é um botão, é um fluxo com estados.
- Publicação nas lojas. Conta de desenvolvedor, assinatura de binário, política de privacidade, formulário de dados e revisão. É trabalho de processo, não de código.
- Painel de administração. Quase todo orçamento esquece, e quase todo app precisa: alguém tem de ver os pedidos, editar os produtos e conferir o faturamento.
O custo que ninguém orça: manter
Um app publicado tem custo recorrente mesmo parado:
- hospedagem e banco de dados, que crescem com o uso;
- domínio e certificado, anuais;
- conta de desenvolvedor da Apple, US$ 99 por ano, cobrada para o app continuar na App Store;
- atualização técnica, porque biblioteca envelhece e as lojas mudam exigência (a versão mínima de Android alvo muda todo ano);
- suporte, que é a hora de alguém responder quando um cliente não consegue entrar.
Quem orça só a construção descobre isso no segundo ano, e é onde muito app publicado morre.
Como decidir sem chutar
Três perguntas resolvem a maior parte dos casos:
O app é o produto ou é uma ferramenta do negócio? Se ele é o produto, e o diferencial está em algo técnico que ninguém mais faz, você vai precisar de gente. Se ele é a forma de vender, agendar ou atender melhor, plataforma resolve.
Você precisa dele nas lojas ou basta a web? App instalável pelo navegador não passa por revisão, não tem taxa anual e sobe no mesmo dia. Vale ler app nativo, PWA ou site antes de assumir que precisa de loja.
Quanto vale para você o mês que vai passar? O caminho mais caro costuma ser também o mais lento. Se a diferença entre lançar em uma semana e lançar em quatro meses muda o seu negócio, isso é parte do preço.
O resumo
- construir: agência é a mais cara, freelancer fica no meio, plataforma é a única com preço fixo e previsível;
- publicar: US$ 25 uma vez na Google, US$ 99 por ano na Apple, e nada disso depende de onde o app foi feito;
- manter: existe sempre, e é o custo que quase nunca aparece no orçamento;
- o mais barato de verdade é o app que você consegue mudar sozinho depois que ele está no ar.
Se quiser o número do seu caso, os guias por segmento têm a conta fechada: delivery, transporte e app simples.