GuiasQuanto custa

Quanto custa um aplicativo em 2026

A pergunta não tem uma resposta, tem três, porque existem três formas diferentes de comprar a mesma coisa. E a diferença entre elas não é de dez ou vinte por cento: é de duas ordens de grandeza.

Dados de 6 de setembro de 2026

Este guia separa o custo de construir, o de publicar e o de manter, que é a conta que costuma faltar.

Os três caminhos, e o que cada um cobra

Agência. Você compra um projeto: levantamento, design, desenvolvimento, testes e entrega. O preço é hora de equipe multiplicada por escopo, e no Brasil os orçamentos que circulam para um app de negócio vão de dezenas a centenas de milhares de reais. É o caminho mais caro e o único que entrega alguém responsável pelo resultado por contrato.

Freelancer. O mesmo trabalho com uma pessoa só. Sai bem abaixo da agência e carrega um risco diferente: continuidade. O código é seu, mas o contexto de por que cada coisa foi feita daquele jeito vai embora com a pessoa.

Plataforma. Você não compra horas, assina o acesso a uma ferramenta e constrói você mesmo. O preço é fixo e mensal, não cresce com o tamanho do escopo, e é conhecido antes de começar. Na Fabapp: Free para construir e publicar na web, e planos de R$ 99 a R$ 1.099 por mês.

Um número não é comparável ao outro. Agência e freelancer são preço de entrega; plataforma é preço de ferramenta, e o seu tempo entra como custo não faturado.

O que faz o orçamento subir

Nem toda funcionalidade custa igual. Quatro coisas dominam a conta, e três delas não aparecem na tela:

  1. Login e conta de usuário. O momento em que o app deixa de ser um site e passa a ter gente dentro. Traz recuperação de senha, permissão e a pergunta de quem enxerga o quê.
  2. Pagamento. Cartão, Pix, assinatura recorrente, reembolso, cobrança que falha. Não é um botão, é um fluxo com estados.
  3. Publicação nas lojas. Conta de desenvolvedor, assinatura de binário, política de privacidade, formulário de dados e revisão. É trabalho de processo, não de código.
  4. Painel de administração. Quase todo orçamento esquece, e quase todo app precisa: alguém tem de ver os pedidos, editar os produtos e conferir o faturamento.

O custo que ninguém orça: manter

Um app publicado tem custo recorrente mesmo parado:

  • hospedagem e banco de dados, que crescem com o uso;
  • domínio e certificado, anuais;
  • conta de desenvolvedor da Apple, US$ 99 por ano, cobrada para o app continuar na App Store;
  • atualização técnica, porque biblioteca envelhece e as lojas mudam exigência (a versão mínima de Android alvo muda todo ano);
  • suporte, que é a hora de alguém responder quando um cliente não consegue entrar.

Quem orça só a construção descobre isso no segundo ano, e é onde muito app publicado morre.

Como decidir sem chutar

Três perguntas resolvem a maior parte dos casos:

O app é o produto ou é uma ferramenta do negócio? Se ele é o produto, e o diferencial está em algo técnico que ninguém mais faz, você vai precisar de gente. Se ele é a forma de vender, agendar ou atender melhor, plataforma resolve.

Você precisa dele nas lojas ou basta a web? App instalável pelo navegador não passa por revisão, não tem taxa anual e sobe no mesmo dia. Vale ler app nativo, PWA ou site antes de assumir que precisa de loja.

Quanto vale para você o mês que vai passar? O caminho mais caro costuma ser também o mais lento. Se a diferença entre lançar em uma semana e lançar em quatro meses muda o seu negócio, isso é parte do preço.

O resumo

  • construir: agência é a mais cara, freelancer fica no meio, plataforma é a única com preço fixo e previsível;
  • publicar: US$ 25 uma vez na Google, US$ 99 por ano na Apple, e nada disso depende de onde o app foi feito;
  • manter: existe sempre, e é o custo que quase nunca aparece no orçamento;
  • o mais barato de verdade é o app que você consegue mudar sozinho depois que ele está no ar.

Se quiser o número do seu caso, os guias por segmento têm a conta fechada: delivery, transporte e app simples.

Perguntas frequentes

Dá para fazer um aplicativo de graça?
Dá para construir e publicar na web de graça, e é o que o plano Free faz. O que não é de graça é a loja: a Google cobra US$ 25 uma vez e a Apple cobra US$ 99 por ano, e essas duas taxas independem de onde o app foi feito.
Por que os orçamentos variam tanto?
Porque a maior parte do orçamento não é o app, é a hora de quem constrói. Quando o preço é hora, ele varia com quantas telas você pediu, quantas vezes você mudou de ideia e quanto a pessoa cobra. Quando o preço é assinatura de plataforma, ele não varia com nada disso.
O que quase sempre falta no orçamento?
Manutenção. Um app publicado precisa de servidor, banco, domínio, atualização de biblioteca e adequação a mudança de regra das lojas. Quem orça só a construção descobre o resto no segundo ano.
Vale mais a pena contratar um freelancer?
Depende do que você está comprando. Freelancer sai mais barato que agência e mais caro que plataforma, e o risco é a continuidade: se a pessoa some, o código fica com você mas o conhecimento não. Peça o repositório desde o primeiro dia.
Quanto custa um app na Fabapp?
O Free constrói e publica na web sem cartão. Os planos pagos começam em R$ 99 por mês e vão a R$ 1.099, e o que muda entre eles são créditos de IA, limites e recursos como exportar o código e publicar nas lojas.
Comece a construir de graça
Fontes
Leia também
Quanto custa um aplicativo de deliveryQuanto custa publicar um app na Play Store e na App StoreQuanto custa um construtor de app com IA