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Quanto custa um aplicativo de delivery

Essa conta tem uma particularidade que as outras não têm: você já está pagando por um, mesmo sem ter. A comissão do marketplace é o preço do delivery que você usa hoje, e é contra ela que qualquer alternativa precisa ser comparada.

Dados de 6 de setembro de 2026

O custo que já existe

O marketplace cobra um percentual sobre cada pedido. A faixa praticada no Brasil vai de cerca de 12% para quem entrega por conta própria até perto de 30% quando a entrega é feita pela plataforma, além de plano mensal em algumas modalidades.

O importante não é o número exato, é a forma dele: é percentual, então cresce com o seu faturamento e não tem teto. Um restaurante que fatura R$ 40 mil por mês em delivery paga, a 20%, R$ 8 mil por mês de comissão. No ano, quase cem mil reais.

Os três caminhos, com a conta fechada

Agência. Um app de delivery é um dos projetos mais caros do catálogo, porque tem catálogo, carrinho, pagamento, entrega, área do entregador e painel. Orçamentos de dezenas a centenas de milhares de reais, mais manutenção.

Freelancer. Bem mais barato, mesmo escopo, e o mesmo risco de continuidade de sempre. Some o custo de servidor e banco, que num app de delivery não é simbólico.

Plataforma. Preço fixo de assinatura. Na Fabapp, o Free constrói e publica na web, e os planos pagos vão de R$ 99 a R$ 1.099 por mês. Você paga o mesmo com 50 ou com 5.000 pedidos.

Contra 20% de comissão, R$ 249 por mês empatam com R$ 1.245 de faturamento em delivery. Acima disso, cada real que passa pelo seu app em vez do marketplace fica com você.

O que some do orçamento e depois aparece

  • taxa do meio de pagamento, que existe em qualquer cenário e não é da plataforma;
  • entrega, que é o custo real do delivery e não muda com o app: entregador próprio, aplicativo de entregadores ou retirada no balcão;
  • conta de desenvolvedor, se você quiser as lojas: US$ 25 uma vez na Google, US$ 99 por ano na Apple;
  • aquisição. Esse é o grande. O marketplace cobra caro porque traz cliente novo. O seu app não traz, então você precisa contar quem vai avisar as pessoas de que ele existe: a embalagem, o QR code no balcão, o WhatsApp e o Instagram que você já tem.

O arranjo que costuma fechar

Quase ninguém sai do marketplace de uma vez, e não precisa. O que funciona é manter os dois e mover para o app próprio quem já comprou: o cliente recorrente, que voltaria de qualquer jeito, e cuja comissão é a que mais dói justamente por não ter comprado nada de novo.

Um cupom impresso na sacola com o link do seu app custa centavos e converte quem já gostou da comida.

O resumo

  • o custo de referência não é zero, é a comissão que você já paga;
  • comissão é percentual e cresce; plataforma é fixa e não cresce;
  • o app próprio não traz cliente novo, ele retém o que já existe;
  • taxa de pagamento e custo de entrega continuam em qualquer cenário;
  • comece pelos recorrentes e mantenha o marketplace para descoberta.

O que dá para montar e como está em app de delivery, e a comparação de recursos com o iFood está em como criar um app tipo iFood.

Perguntas frequentes

Sai mais barato que a comissão do marketplace?
Depende do seu volume. A comissão é um percentual do que você vende, então ela cresce sem teto; a plataforma é um valor fixo. Faça a conta com o seu faturamento mensal de delivery, não com o preço da mensalidade isolado.
O app próprio substitui o iFood?
Não no primeiro dia, e quem promete isso está vendendo errado. O marketplace traz cliente novo, e o app próprio não traz. O que ele faz é recuperar a margem de quem já é seu cliente e voltaria de qualquer jeito.
Preciso publicar nas lojas para vender por delivery?
Não. O app abre pelo link no navegador e instala na tela inicial como ícone, o que basta para o cliente que recebe o link no WhatsApp. A loja só entra se você quiser estar na busca da Play Store.
E a taxa do pagamento?
Continua existindo em qualquer cenário, porque é do meio de pagamento e não da plataforma. Cartão e Pix têm percentuais diferentes, e no Pix costuma ser bem menor.
Quanto tempo leva para ter o app no ar?
Na web, o mesmo dia. Nas lojas, some o tempo de revisão: alguns dias na Google, mais o teste fechado obrigatório para conta pessoal nova, e alguns dias na Apple.
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Fontes
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