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Como escrever o prompt de um app

Um prompt de app não é uma redação. Ele é um pedido, e um pedido bom responde a quatro perguntas antes de descrever qualquer tela.

Dados de 6 de setembro de 2026

As quatro coisas que não podem faltar

  1. Quem usa. Uma pessoa concreta, não "os usuários". Muda tudo saber se quem abre é o cliente, o funcionário ou o dono.
  2. O que ela faz ali. Um verbo por vez: pedir, agendar, registrar, aprovar, consultar.
  3. O que fica guardado. É o que vira lista, filtro, busca e relatório depois. É a parte que as pessoas mais esquecem e a que mais custa consertar.
  4. Quem enxerga o quê. Uma frase basta, e ela evita o defeito mais caro: um cliente vendo o pedido do outro.

Um modelo curto que funciona

Um app para [quem] poder [o que faz]. Cada [registro] guarda [campos]. [Quem] vê só o que é seu; [quem] vê tudo. Quando [algo acontece], o app [avisa alguém / muda o estado].

Quatro linhas cobrem mais do que uma página de desejo solto. O resto se resolve melhor olhando a tela pronta.

O que deixar de fora do primeiro pedido

  • tecnologia, se você não tem um motivo específico;
  • cores e fonte, a não ser que a marca já exista. Visual é a parte fácil de mudar depois;
  • funcionalidade da versão 3. Relatório avançado, painel de métricas e integração entram quando a versão 1 tiver gente usando;
  • login, se ainda não existe alguém para logar.

O segundo prompt é mais importante que o primeiro

O primeiro pedido gera o app. Os pedidos seguintes é que fazem ele ficar certo, e eles têm outra forma: em vez de descrever tudo, apontam um ponto.

Um pedido de correção bom tem três partes:

  • onde: a tela ou o botão;
  • o que acontece hoje;
  • o que deveria acontecer.

"Na lista de pedidos, o filtro de data não muda nada quando escolho o mês; deveria mostrar só os pedidos daquele mês." Esse pedido muda pouca coisa. "Melhore a tela de pedidos" convida a reescrever o que já estava bom.

Quando o problema é de layout, o print vale mais que o parágrafo.

Erros que aparecem toda semana

  • pedir tudo de uma vez. O app nasce grande, errado em vários lugares, e fica difícil saber qual correção quebrou o quê;
  • descrever a solução em vez do problema. "Coloca um campo escondido que guarda o status" tira da IA a chance de acertar de um jeito melhor;
  • trocar de assunto no meio. Um pedido, um assunto;
  • não dizer a regra de permissão, e depois descobrir na frente de um cliente.

O resumo

  • quem usa, o que faz, o que fica guardado, quem vê o quê;
  • quatro linhas valem mais que uma página;
  • deixe tecnologia e visual para depois;
  • correção com onde, o que acontece e o que deveria acontecer;
  • um pedido, um assunto, e print quando for layout.

Perguntas frequentes

Prompt longo funciona melhor?
Não. Longo demais dilui o que importa e faz a IA escolher sozinha o que atender. O parágrafo curto com quem, o quê e o que fica guardado funciona melhor que a página inteira.
Preciso pedir tecnologia no prompt?
Não, e pedir sem motivo costuma piorar. Descreva comportamento; a escolha técnica é da plataforma, e ela já tem um padrão que funciona junto.
Devo colocar as cores e a fonte no primeiro pedido?
Só se a marca já existir. Visual é a parte mais fácil de mudar depois, e gastá-la no primeiro pedido tira espaço do que é difícil de acertar.
Como peço uma correção sem quebrar o resto?
Cite a tela, o que acontece hoje e o que deveria acontecer. Um pedido com esses três pontos muda pouco código; um pedido genérico convida a reescrita.
Vale colar um print no pedido?
Vale bastante, e é o jeito mais rápido de resolver problema de layout. A imagem diz em um segundo o que um parágrafo tenta descrever.
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