Como ganhar dinheiro com um aplicativo
Existem quatro maneiras, e elas não se parecem em nada uma com a outra. A escolha errada aqui é a razão mais comum de um app bom render zero.
1. O app como canal de venda de um negócio que já existe
É a maneira que funciona mais rápido, e a que menos aparece em conteúdo sobre o assunto, porque não parece um "app de sucesso".
Você já vende alguma coisa: comida, serviço, curso, produto. O app tira atrito do pedido, guarda o cliente, e faz voltar. A receita não vem do app; vem de mais pedidos do mesmo cliente, e é medida comparando o que ele comprava antes.
Aqui não existe taxa de loja, porque o que se vende não é conteúdo digital.
2. Assinatura e compra dentro do app
É o modelo dos apps que entregam algo continuamente. As lojas cobram 30% sobre compras digitais, com 15% para quem fatura pouco nos programas de pequeno negócio, e essa taxa não é opcional quando o conteúdo é digital e consumido dentro do app.
A regra prática: assinatura quando o valor é contínuo, compra única quando o valor se esgota no uso. O erro mais comum é cobrar uma vez por algo que dá trabalho todo mês.
Como isso funciona na prática está em compra dentro do app.
3. Anúncios
É o modelo mais citado e o que menos entrega para app novo. Receita de anúncio é função de volume, e volume é a coisa mais cara de conseguir. Um app com algumas centenas de usuários rende valores irrelevantes por mês, e ainda paga o preço de piorar a experiência.
Anúncio faz sentido quando o app tem uso diário e muita gente. Antes disso, ele é uma distração cara.
4. Vender o app para quem precisa dele
Fazer o app para um negócio específico, cobrar pelo trabalho e por manutenção. É o modelo de agência e de freelancer, e é o único da lista que fatura antes de existir usuário.
Com uma plataforma de geração, o custo de produzir cada app cai o suficiente para que atender vários clientes pequenos deixe de ser inviável.
A pergunta que separa os quatro
Quem paga, e por quê?
- o cliente do seu negócio, porque comprou algo → modelo 1;
- o usuário do app, porque o app entrega valor recorrente → modelo 2;
- o anunciante, porque tem gente ali → modelo 3;
- outra empresa, porque precisa do app → modelo 4.
Se você não consegue completar a frase, o problema não é monetização, é que ainda não existe alguém com motivo para pagar.
O resumo
- quatro modelos, e o mais rápido é o app que serve um negócio que já vende;
- compra digital dentro do app paga taxa de loja; produto físico e serviço, não;
- assinatura para valor contínuo, compra única para valor que se esgota;
- anúncio só depois de volume, nunca antes;
- vender o app para quem precisa dele é o único modelo que fatura sem usuário.