Melhores criadores de aplicativos no Brasil
O recorte brasileiro muda a comparação, e não pelos recursos. Muda pelas quatro coisas que só aparecem depois de contratar: pagamento local, nota fiscal, suporte no seu fuso e a titularidade das contas de loja.
As categorias que existem hoje
Construtores com IA. Você descreve, a plataforma escreve o código. É a categoria que mais mudou nos últimos dois anos, e a comparação por recurso está em melhores construtores de app com IA.
Montadores no-code. Você arrasta blocos. Resolve bem casos padrão, e o teto é a biblioteca de blocos.
Agências e revendas com marca própria. Você contrata um app pronto de um catálogo, com a sua marca. Sai rápido, e o app costuma ser da plataforma, não seu.
As cinco perguntas que valem para o mercado brasileiro
1. As contas da Google e da Apple ficam no meu nome? É a pergunta mais importante e a que menos gente faz. Se elas ficam no nome do fornecedor, o app é dele. Trocar de fornecedor depois significa recomeçar a ficha, perder as avaliações e, às vezes, o próprio app.
2. Dá para exportar o código? É o que transforma a escolha em algo reversível. Sem export, cada mês investido aumenta o custo de mudar de ideia.
3. O app aceita Pix e boleto? Cartão internacional cobre parte do público brasileiro. Pix cobre quase todo ele, e é o item que mais falta nas ferramentas de fora.
4. Tem nota fiscal e cobrança em real? Para empresa registrada, isso é filtro objetivo, e ele elimina metade das opções antes de qualquer comparação de tela.
5. Quem responde quando quebra, e em que horário? Suporte em português no horário comercial daqui vale mais que uma lista de recursos, e é a diferença que aparece justamente no dia ruim.
O que não muda em lugar nenhum
As taxas de loja são das lojas, não da plataforma: US$ 25 uma vez na Google e US$ 99 por ano na Apple, sempre na sua conta. Qualquer fornecedor que ofereça publicar sem essas contas está publicando no nome dele, e isso é um problema maior do que a economia.
Como decidir em quinze minutos
- o app precisa estar nas lojas? Se não, elimine tudo que só existe para isso;
- peça a resposta escrita das perguntas 1 e 2 acima;
- teste construir o seu caso mais chato no plano gratuito, não o caso mais fácil;
- confira Pix, nota fiscal e horário de suporte;
- compare preço só depois. Na Fabapp, por exemplo, o Free constrói e publica na web sem cartão, e os planos começam em R$ 99 por mês.
O resumo
- o recorte brasileiro é sobre pagamento local, nota fiscal, suporte e titularidade;
- pergunte em nome de quem ficam as contas da Google e da Apple;
- pergunte se dá para exportar o código;
- Pix é o que mais falta nas ferramentas de fora;
- teste o seu caso difícil no plano gratuito antes de comparar preço.